Na gestão pública brasileira, muitas vezes a lógica parece inverter-se: em vez de premiar a competência, o mérito e a capacidade de entrega, prevalece o critério das conveniências políticas. O resultado é uma dança de cadeiras que acomoda aliados em cargos estratégicos, sem considerar se possuem qualificação ou experiência para as funções assumidas. O discurso de “tranquilidade” na administração acaba se traduzindo em estagnação e ineficiência, já que a prioridade é evitar atritos dentro da base política, mesmo que isso custe caro à sociedade.
Nesse cenário, a prática do “não deu certo aqui, coloca pra ali” torna-se regra, como se cargos públicos fossem peças de um tabuleiro onde o único objetivo é manter aliados satisfeitos. Essa lógica perversa compromete a qualidade dos serviços prestados e mina a confiança da população na gestão. Afinal, quando a incompetência é vista como sinônimo de estabilidade, o verdadeiro preço é pago pelos cidadãos, que ficam reféns de uma administração que privilegia interesses políticos em detrimento do interesse coletivo.
Ainda bem que aqui em Parnamirim, não tem esses casos.
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