Mês da Mulher: Na série Mulheres que Inspiram do Blog Politicando Parnamirim, destacamos a história de Maria Zeneide Bezerra, magistrada potiguar nascida em Parnamirim/RN em 7 de setembro de 1948. Filha de um carpinteiro semianalfabeto, cresceu nas proximidades da Base Aérea, em uma infância marcada pelas dificuldades e pelo som constante dos aviões que cruzavam o céu da cidade. Foi nas escolas públicas de Parnamirim que encontrou o caminho para transformar sua realidade por meio da educação. Determinada a construir um futuro diferente, ingressou na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde se formou em Ciências Jurídicas e Sociais, iniciando uma trajetória acadêmica sólida que incluiu especializações em Administração Municipal, Direito Civil e Comercial e um MBA em Poder Judiciário.
Sua carreira na magistratura começou em 1980, com atuação como juíza nas comarcas de Touros, São Gonçalo do Amarante, Tangará e posteriormente Ceará-Mirim. Ao longo de mais de quatro décadas dedicadas ao serviço público, construiu uma carreira respeitada e tornou-se a quinta mulher a ocupar o cargo de desembargadora no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Durante sua atuação, exerceu funções de grande relevância institucional, como Corregedora-Geral de Justiça (2017–2018), Vice-Presidente do Tribunal (2021–2022), presidente da Câmara Criminal e membro do Conselho da Magistratura. Também presidiu o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte em 2015 e o Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais do Brasil, consolidando uma trajetória marcada pela liderança e pelo compromisso com a justiça.
Paralelamente à carreira jurídica, Maria Zeneide sempre esteve profundamente envolvida em projetos sociais voltados à cidadania e ao acesso à justiça. Idealizou e coordenou iniciativas como Justiça na Praça, que já atendeu mais de um milhão de pessoas, além de projetos como Justiça e Escola, O Judiciário Vai à Comunidade, Cafuné, TRE em Movimento, Conexão Direta e Eu Existo. Após 43 anos dedicados à magistratura, aposentou-se em 2023, deixando um legado de compromisso institucional e sensibilidade social. Mesmo fora da atividade judicial, continua atuando em ações voluntárias e projetos solidários, mantendo viva a frase que marcou sua infância — “hei de vencer” — e que hoje inspira gerações a acreditarem que educação, perseverança e fé podem transformar destinos. ✨
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