FBI INVESTIGA FEDERAÇÃO ARGENTINA POR FRAUDE DURANTE A COPA NOS EUA

O Departamento Federal de Investigação (FBI) mira a Associação de Futebol Argentino (AFA) em meio à Copa do Mundo. A entidade é suspeita de fraude e lavagem de dinheiro nos Estados Unidos, de acordo com o jornal argentino La Nación.

Os investigadores tentam entender como a entidade, sediada na Argentina, operava nos Estados Unidos. De acordo com informações preliminares, a federação teria movimentado centenas de milhões de dólares por meio do sistema financeiro norte-americano. A apuração busca identificar se parte dessas transações resultou em crimes sob a jurisdição dos EUA.

A agência federal se reuniu com o empresário Guillermo Tofoni. O FBI analisa se transações ligadas à Associação de Futebol Argentino (AFA) podem configurar crimes como lavagem de dinheiro ou fraude por meio do sistema bancário americano.

Os investigadores procuram testemunhas com conhecimento direto do que ocorreu durante a gestão de Tapia e Pablo Toviggino à frente da AFA. A TourProdEnter LLC, empresa de propriedade do produtor teatral Javier Faroni, que administrava a cobrança dos contratos comerciais da organização no exterior, também está sob investigação.

O Departamento de Justiça considera convocar ex-funcionários do governo de Javier Milei que tiveram acesso a informações sigilosas sobre a AFA para depor no caso.

A investigação é liderada pelos procuradores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger. Eles concentram o inquérito nas atividades da TourProdEnter LLC, após a empresa ter assumido a função de agente de cobrança dos contratos da AFA.

A TourProdEnter LLC administrou pelo menos US$ 260 milhões (R$ 1,342 bilhão) em receitas da AFA.  A diligência busca apurar o fluxo de fundos geridos por Faroni e pela sua esposa, Erica Gillette, por meio do sistema financeiro dos EUA.

No entanto, apenas uma parte desses fundos pode ser diretamente vinculada a despesas operacionais identificáveis da organização liderada por Tapia. Cerca de US$ 57 milhões (R$ 294 milhões) foram distribuídos entre diversas empresas e beneficiários cuja justificativa econômica não foi vista na documentação analisada pelo jornal argentino.

Portal metrópoles

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