A carta divulgada pela corrente Articulação de Esquerda (AE) do PT mexeu em um ponto que parecia pacificado no grupo da governadora Fátima Bezerra: o apoio à candidatura do ex-deputado federal Rafael Motta (PDT) ao Senado como segundo voto da chapa governista.
A sinalização chama atenção porque Motta vinha sendo tratado como um aliado consolidado, inclusive tendo recebido um gesto público do presidente Lula, que o convidou para subir ao palanque durante agenda oficial em Major Sales, no início do mês.
No Rio Grande do Norte, a Articulação de Esquerda é representada pela deputada federal Natália Bonavides e pelo vereador Daniel Valença. A manifestação também causa estranheza porque Rafael Motta aparece bem posicionado nas pesquisas, muitas vezes à frente da pré-candidata do PT ao Senado, Samanda Alves.
A AE é uma das correntes mais à esquerda do PT e tradicionalmente defende maior protagonismo dos movimentos sociais, fortalecimento da identidade socialista do partido e faz ressalvas a alianças amplas com legendas de centro e de direita.
Apesar de recentemente ter se aliado à corrente majoritária do PT, a CNB, na disputa interna pelos diretórios, a nota mostra que o debate sobre a composição da chapa de 2026 ainda deve sofrer pressões e emoções até as convenções partidárias.




















