SERVIDOR DA PREFEITURA DE SÃO PAULO BRIGOU COM A EX MULHER. ELA ENTÃO DENUNCIOU UM ESQUEMA DE FRAUDE NUMA LICITAÇÃO DE 1 BILHÃO NA PREFEITURA

A denúncia que deu início à operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra um esquema de fraude em licitação na prefeitura da capital na manhã desta terça-feira (7/7) foi dada após uma briga entre a ex-mulher de um dos alvos, que é ex-servidor municipal e foi exonerado em março deste ano.

A informação foi dada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) durante evento nesta terça.” O casal teve um desentendimento e que a partir daí ela [a ex-companheira] acabou contando sobre a possível prática de atos ilícitos nas licitações”.

Os dois alvos da operação são Vinícius Felipe Moreno, que atuava na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, e Bruno Conrado do Espírito Santo, que atuava como coordenador de licitações na Secretaria Municipal das Subprefeituras.

Segundo a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP, a denúncia foi recebida em fevereiro e reúne indícios de que entre 2022 e 2025 os investigados teriam interferido em procedimentos de contratação pública para beneficiar determinados grupos empresariais em troca de vantagens indevidas.

“Realmente, os relatos da ex-mulher de um deles eram bastante contundentes, por isso que, no dia seguinte, já iniciamos as exonerações de todos os seis que estariam supostamente envolvidos no esquema”, disse Nunes sobre a operação.

Nunes disse que a licitação de ar-condicionado foi suspensa quando o caso passou a ser investigado. Segundo ele, o novo edital para a mesma contratação está em andamento, por metade do valor negociado. “Foi emitida uma nova licitação de R$ 512 milhões. Então de R$ 1 bilhão caiu para R$ 512 milhões”.

Além de investigar as suspeitas de fraude nos contratos públicos, o Gaeco também apura a evolução patrimonial dos investigados. Há indícios de aquisição de imóveis, veículos e outros bens incompatíveis com a renda oficialmente declarada por eles, inclusive por meio de pessoas interpostas.

As diligêcias foram realizadas em imóveis ligados aos ex-servidores na capital paulista e na Região Metropolitana, com recolhimento de celulares e outros materiais que serão submetidos à análise pericial. As sedes da Prefeitura de São Paulo e das secretarias municipais não foram alvo da operação.

Metropoles

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