Uma declaração do deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN) durante entrevista ao jornalista Diógenes Dantas, na 96 FM, provocou repercussão no cenário político do Rio Grande do Norte. Ao comentar sua preparação para as eleições e a construção de sua campanha, o parlamentar afirmou que o resultado seria consequência do trabalho desenvolvido e utilizou a expressão: “Um trabalho na base da compra de votos”.
A fala chamou imediatamente a atenção do entrevistador, que interrompeu a resposta para pedir esclarecimentos: “Eu queria que o senhor deixasse claro: compra de votos?”. Sargento Gonçalves respondeu: “Exato”. Na sequência, afirmou que a prática ainda seria um problema presente na política do Rio Grande do Norte e do Nordeste e declarou que, embora a população cobre políticos honestos, existe também “uma sociedade em parte corrupta”.
A declaração ganhou ainda mais repercussão porque compra de votos, denominada juridicamente de captação ilícita de sufrágio, é uma prática proibida pela legislação eleitoral brasileira. Oferecer ou entregar dinheiro, bens ou vantagens ao eleitor com a finalidade de obter voto pode resultar em multa e até cassação do registro ou diploma, quando o ilícito é devidamente comprovado. A declaração feita durante uma entrevista, por si só, não representa comprovação da prática de crime eleitoral.
Após o trecho circular nas redes sociais, Sargento Gonçalves negou envolvimento com compra de votos e afirmou que sua declaração teria sido retirada de contexto. O parlamentar também acusou adversários de oferecerem valores para conquistar lideranças políticas no estado. O episódio ampliou o debate político no Rio Grande do Norte e colocou no centro das discussões tanto as palavras utilizadas pelo deputado durante a entrevista quanto as explicações apresentadas posteriormente.
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