Salatiel, conhecido por sua trajetória midiática e aspirações políticas de, viveu na pele o que, ironicamente, já havia projetado para seus adversários. A direita se mobilizou fortemente em torno de sua candidatura em Parnamirim, trazendo o ex-presidente Jair Bolsonaro à cidade, além do apoio direto do senador Rogério Marinho, presidente do PL estadual. O partido foi rígido: nenhum deputado poderia apoiar outro candidato, e aqueles que tentassem desviar desse caminho, como o coronel Azevedo que chegou a flertar com o apoio a Kátia Pires, logo voltaram atrás. Até figuras de peso como General Girão e o senador Styvenson Valentim uniram-se à causa de Salatiel, mas o resultado esperado não veio.
Apesar de todo o suporte de grandes nomes da política de direita, Salatiel não conseguiu conquistar a confiança necessária dos eleitores. A campanha, que recebeu tanto investimento e atenção, foi incapaz de evitar o fracasso. O que era para ser um caminho seguro rumo à vitória tornou-se uma via tortuosa, onde nenhum dos esforços conseguiu reverter o cenário desfavorável. A ironia, no entanto, foi percebida por muitos: Salatiel, que em seu programa de TV costumava criticar figuras políticas com alcunhas pejorativas, como ao chamar Wolney França de “Pé de Chumbo”, agora via esse título voltar para ele.
Wolney França, atual presidente da Câmara Municipal, ao contrário, saiu-se vitorioso, sendo um dos mais votados. A trajetória de Salatiel, marcada por ataques, voltou-se contra ele, e o apelido de “Pé de Chumbo” ironicamente se encaixou no desfecho de sua própria campanha. A derrota de Salatiel reforça que, na política, os papéis podem rapidamente se inverter, e quem critica hoje pode enfrentar as mesmas dificuldades amanhã.




















