APROVADO COLÍRIO PARA CORRIGIR VISÃO DE PERTO: SERÁ O FIM DOS ÓCULOS?

Quem já passou dos 40 anos sabe que “o braço vai ficando cada vez mais curto”. A expressão popular é só uma brincadeira para dizer que a visão de perto vai ficando comprometida ao longo dos anos. Mas agora, esse problema parece estar com os dias contados.

A agência reguladora norte-americana FDA deu sinal verde para a comercialização do colírio VIZZ, desenvolvido pela farmacêutica Lenz Therapeutics, marcando um avanço inédito no tratamento da presbiopia — condição que afeta a visão de perto e costuma surgir a partir dos 40 anos.

Formulado com aceclidina a 1,44%, o medicamento age contraindo o músculo esfíncter da íris e reduzindo o diâmetro da pupila para menos de 2 milímetros, criando um efeito semelhante ao de uma pequena abertura de câmera fotográfica. Esse ajuste amplia a profundidade de foco, permitindo melhor leitura de textos próximos sem prejudicar a visão de longe.

O efeito começa em cerca de 30 minutos e pode durar até 10 horas com apenas uma aplicação diária.

De acordo com a fabricante, a tecnologia do VIZZ minimiza o uso do músculo ciliar, reduzindo desconfortos comuns a outros colírios, como sensação de peso na testa e alterações vítreo-retinianas. Ele é indicado para adultos de 40 a 55 anos, inclusive aqueles que já passaram por cirurgias refrativas, como LASIK ou de catarata, sempre sob orientação médica.

A aprovação foi baseada em três estudos clínicos de fase 3 envolvendo 683 voluntários. Os testes mostraram melhora de até três linhas nas tabelas de leitura, sem perda da acuidade visual de longe e sem registro de efeitos colaterais graves. As reações mais comuns foram leves, incluindo irritação ocular, visão embaçada temporária, dor de cabeça e vermelhidão nos olhos.

Quando será comercializado?

O produto chegará ao mercado norte-americano no último trimestre de 2025, com preço estimado em US$ 79 para 25 doses (uso mensal) e US$ 198 para 75 doses (uso trimestral).

A expectativa é que se torne uma alternativa prática aos óculos de leitura ou cirurgias, embora o custo e a falta de cobertura por planos de saúde possam limitar o acesso. No Brasil, ainda não há previsão de análise pela Anvisa.

Com essa inovação, especialistas acreditam que novas gerações de colírios poderão oferecer tratamentos ainda mais duradouros e personalizados, abrindo uma nova era para a correção da visão de perto sem óculos.

Informações BNEWS

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