JOVEM TALENTO PARNAMIRINENSE DO JUDÔ VIVE AGONIA DA FALTA DE PATROCÍNIO

O tatame nunca foi território de medo para Larissa Santos. Aos 15 anos, a atleta revelada no distrito de Pium, em Parnamirim, aprendeu cedo a transformar disciplina em potência e a derrubar adversárias com a naturalidade de quem parece ter nascido para o judô. Mas o rival que enfrenta agora não veste quimono, não respeita regras: a falta de recursos.

Segunda colocada no ranking nacional da categoria Cadete Super Ligeiro, Larissa vive a ameaça de sofrer um ippon fora do tatame. Convocada para defender o Brasil no Campeonato Sul-Americano Kadete, marcado para junho, em Lima, no Peru, a potiguar corre contra o tempo — e contra o orçamento — para não ver o sonho internacional escapar por entre os dedos.

Sem apoio financeiro, ela e o treinador, o professor Alex Martins, precisam arcar com passagens e hospedagem. É uma conta pesada demais para quem vem de uma realidade simples e já acumula renúncias em nome do esporte. O risco de ficar fora da competição, apesar da convocação, expõe mais uma vez o abismo que separa o talento brasileiro das condições mínimas para que ele consiga florescer. Desde o dia 11 de maio era para a atleta ter enviado os comprovantes da confirmação das passagens, a atleta potiguar corre um sério risco de ser cortada da seleção.

A evolução foi tão rápida quanto improvável. O professor Alex lembra com clareza o momento em que percebeu que estava diante de algo raro. “Logo percebi que era um talento. Muito disciplinada, dedicada, exemplar na escola e em casa. Em 2022, já foi campeã brasileira e depois campeã pan-americana no Panamá. Desde então, só coleciona títulos”, afirma o treinador, que acompanha de perto cada passo da jovem.

Mas o talento, por si só, não tem sido suficiente para abrir todas as portas. A falta de apoio já cobrou seu preço. Larissa precisou desistir de dois estágios internacionais — um na República Checa e outro na Polônia — fundamentais para atletas que disputam o topo do ranking. Cada ausência pesa na formação técnica e também na visibilidade. Agora, o risco é ainda maior: perder a chance de representar o Brasil em um campeonato continental.

Para evitar mais uma derrota fora do tatame, o Instituto Atitude lançou uma campanha emergencial de arrecadação, visando levantar os recursos para garantir a viagem da atleta, que ela lute e continue escrevendo sua história. Doações de qualquer valor podem ser depositadas na chave Pix de número (84) 99109-0470. O contato para mais informações é o WhatsApp (84) 99109-0470, do professor Alex Martins.

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