APÓS AUMENTO DE CASOS DE CIGUATERA NO RN, SESAP DESTACA 10 PEIXES QUE DEVEM SER EVITADOS

Após o aumento dos casos de intoxicação por ciguatera registrados no Rio Grande do Norte em 2026, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou orientações à população sobre o consumo de pescados. Em vídeo, o secretário de saúde do RN, Alexandre Motta, destaca espécies que a população deve evitar o consumo.

De acordo com o secretário, as espécies que não devem ser consumidas são arabaiana, bicuda, barracuda, cioba, dourado, galo-do-alto, pargo preto, pescada branca, robalo e sirigado/badejo, por serem espécies em que foram identificados casos de intoxicação pela toxina após o consumo.

Apesar o alerta, Alexandre destaca que todas as outras espécies de pescados ainda são consideradas seguras para o consumo, e que devem ser consumidos para a manutenção do comércio dos pescados. “É uma cadeira produtiva importante para os pescadores, que precisa ser mantida”, disse Motta.

Segundo dados da Sesap, o estado contabilizou 148 casos confirmados de ciguatera até junho deste ano, número que supera em mais de 60% os 88 registros de todo o ano de 2025. De acordo com a pasta, o aumento das notificações está relacionado, principalmente, à inclusão da doença na lista estadual de notificação compulsória, o que ampliou a identificação e o registro dos casos pelos serviços de saúde.

Também no vídeo, o secretário de saúde explica que a ciguatera se dá por casos de intoxicação após o consumo de peixe que incorporaram a toxina. De acordo com nota divulgada anteriormente pela Sesap, a ciguatoxina, toxina responsável pelo quadro de intoxicação, é resistente ao cozimento e ao congelamento e não altera o sabor nem o cheiro do pescado.

Os sintomas da intoxicação podem surgir em poucos minutos a até 48 horas, e variam entre diarreia, vômitos, dormência nas mãos e nos pés, coceira intensa e inversão da sensação térmica, quando o quente é percebido como frio e vice-versa.

Em caso de suspeita de intoxicação, a pasta alerta que a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente, informar o consumo de peixe nas últimas 48h aos profissionais de saúde, se possível, guardar o restante do alimento para eventual análise, e notificar o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) de Natal pelo telefone (84) 3232-9435.

Tribuna do Norte

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