JULIANA SOARES, QUE FOI AGREDIDA EM ELEVADOR, ANUNCIA CANDIDATURA A DEPUTADA ESTADUAL PELO PT

A ativista Juliana Soares confirmou, nesta sexta-feira 17, que será candidata a deputada estadual pelo PT nas eleições de 2026. Ela ficou conhecida nacionalmente por sobreviver a uma tentativa de feminicídio após ser agredida pelo então namorado, Igor Cabral, no elevador de um condomínio em Natal.

Em entrevista ao portal Mais RN, Juliana disse que pretende transformar sua experiência em uma plataforma política de defesa das mulheres e de fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres no Rio Grande do Norte. Ela afirma que, se eleita, pretende defender medidas que garantam proteção, acolhimento e oportunidades às mulheres, especialmente àquelas que encontram dificuldades para denunciar agressões ou romper relacionamentos abusivos.

Ao anunciar a decisão, a ativista ressaltou que determinadas circunstâncias foram fundamentais para a identificação e a responsabilização do seu ex-namorado. Como o ataque aconteceu em um condomínio com câmeras de segurança, as imagens permitiram registrar a violência. Segundo Juliana, essa condição não está presente na realidade de milhares de brasileiras que são agredidas sem testemunhas ou provas e, muitas vezes, têm seus relatos colocados sob dúvida.

A partir dessa avaliação, ela decidiu ingressar na política para tentar transformar sua experiência e sua exposição pública em medidas concretas de defesa das mulheres. A proposta é atuar tanto na prevenção da violência quanto na ampliação do atendimento oferecido às vítimas.

“Viver não pode ser um privilégio. Nenhuma mulher deveria depender das circunstâncias para ter sua dor reconhecida ou conseguir justiça. Quero lutar para que todas tenham acesso a uma rede de proteção que funcione e garanta o direito mais básico: o direito de viver”, afirmou Juliana Garcia ao portal Mais RN.

Entre as principais bandeiras apresentadas pela pré-candidata estão o fortalecimento da rede de acolhimento, a ampliação da assistência psicológica, a prevenção da violência de gênero e a criação de condições para que as mulheres conquistem autonomia financeira. Para Juliana, a dependência econômica está entre os fatores que dificultam o rompimento do ciclo de agressões.

A ativista também pretende representar mulheres que ainda enfrentam a violência em silêncio e não encontram apoio suficiente para denunciar os agressores ou deixar o ambiente de abuso.

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