A crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira, 3 de setembro. André Mendonça pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, o afastamento cautelar de Alexandre de Moraes, após Moraes encaminhar a Fachin um pedido de investigação contra o colega. A iniciativa ocorre em meio ao acirramento das divergências relacionadas às apurações do caso Banco Master. (Brasil 247)
O embate se intensificou depois que Mendonça retirou, na terça-feira, 1º de setembro, o sigilo de relatório da Polícia Federal contendo mensagens e registros envolvendo Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e Moraes. Mendonça também defendeu que os elementos fossem analisados pelo plenário do STF. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, questionou a forma como a investigação avançou e pediu a nulidade da apuração. (CNN Brasil)
Nesta quinta-feira, Moraes reagiu e encaminhou a Fachin documentos da Polícia Federal apontando suspeitas sobre a atuação de Mendonça nas operações Compliance Zero e Sem Desconto. Moraes citou possíveis indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, além de acusar o colega de direcionar investigações por razões pessoais e políticas. Horas depois, Mendonça pediu o afastamento cautelar de Moraes. (CNN Brasil)
Diante da escalada da crise, Fachin determinou que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem informações no prazo de cinco dias. O presidente do STF afirmou que pretende reunir os esclarecimentos antes de definir os próximos passos e uma eventual apreciação colegiada do caso, mantendo agora sobre o plenário da Corte a expectativa em torno dos desdobramentos do confronto institucional. (CNN Brasil)
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