O curso natural das conversas de bastidores neste momento é de que o PL do Rio Grande do Norte caminhe para a neutralidade na eleição estadual e libere suas lideranças e eleitores no segundo turno entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT). A informação publicada nesta quarta-feira (7) aponta que dirigentes e aliados do partido vêm discutindo exatamente esse caminho.
Dentro do PL, a justificativa apresentada por interlocutores é política e ideológica: o grupo considera que nenhuma das duas candidaturas representa o campo da legenda. Cadu está diretamente vinculado ao PT, ao presidente Lula e à governadora Fátima Bezerra. Já Allyson manteve postura de neutralidade na disputa presidencial durante o primeiro turno, sem se vincular a Lula ou a Flávio Bolsonaro.
A caracterização de Allyson como representante da esquerda, portanto, deve ser apresentada como avaliação do PL e de seus aliados, e não como um fato objetivo. Allyson concorre pelo União Brasil e lidera uma coligação que reúne União/PP, Republicanos, MDB, PSD, Avante e PRD/Solidariedade.
Álvaro Dias já declarou que defenderá a neutralidade do PL e que não pretende apoiar nem Allyson nem Cadu. A decisão final passa pelas conversas com Rogério Marinho e outras lideranças.
Assim, a tendência discutida internamente é concentrar o esforço partidário na candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e deixar prefeitos, vereadores e demais lideranças livres para definir individualmente o caminho na disputa pelo Governo do Estado.




















