Em apenas dois anos e meio de mandato, o deputado estadual Taveira Jr. acumulou gastos que somam R$ 996.584,24 em sua cota parlamentar, quase 1 milhão de reais sem contar com as diárias. Os valores, extraídos do Portal da Transparência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) entre fevereiro de 2023 e maio de 2025, revelam despesas diversas, como combustíveis, contratação de serviços advocatícios e contábeis (Mesmo contado com grande número de Assessores), manutenção de veículos, telefonia, entre outros. Embora tais gastos estejam amparados pelo Regimento Interno da Casa Legislativa, a cifra chama atenção pela dimensão e gera questionamentos sobre moralidade e prioridades.
Em uma busca rápida no Portal da Transparência, é possível obter os resultados detalhados por ano, por mês e até por tipo de gasto. Somente em 2023 foram gastos R$ 359.470,13; em 2024, o montante chegou a R$ 436.117,98; e em 2025, de janeiro a maio, já foram utilizados R$ 200.996,13. Os números mostram que o ritmo dos gastos permanece constante e alto, sem sinais de contenção ou racionalização, o que aumenta ainda mais a indignação popular diante da realidade financeira do estado e das necessidades da população.
A denúncia feita por um morador de Parnamirim expõe a indignação popular. “Em um país com tantos milhões de pessoas longe do acesso à educação, saúde, saneamento, segurança, trabalho e tecnologia, o mantra do gasto do dinheiro público baseado na argumentação de que ‘é imoral, mas não é ilegal’ não deveria ser aceitável. Sou funcionário público e gastos assim me envergonham”, afirmou. A fala reflete o sentimento de muitos cidadãos que, em meio à crise econômica e às dificuldades sociais que nosso estado enfrenta, se deparam com despesas parlamentares vultosas e sem transparência suficiente para comprovar sua real necessidade.
A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) existe para custear despesas exclusivamente vinculadas ao mandato, como transporte, consultorias, comunicação e locação de imóveis. No entanto, a forma como esses recursos são utilizados levanta debates sobre o limite ético do uso do dinheiro público. Mesmo dentro da legalidade, a população questiona se há critérios mais rígidos de controle e se todos os gastos são, de fato, indispensáveis.
Diante desse cenário, a sociedade cobra não apenas que os parlamentares cumpram a lei, mas que demonstrem respeito ao contribuinte, adotando uma postura de austeridade e transparência. Enquanto milhares de Potiguares carecem de serviços básicos, cifras tão altas em verbas indenizatórias soam como um desrespeito. O caso de Taveira Jr. acende novamente a discussão sobre a maior fiscalização dos gastos.
É aquele ditado: “UM DEPUTADO ESTADUAL PARA PARNAMIRIM E DE PARNAMIRIM”
Politicando Parnamirim
















