Denúncia foi feita pelo vereador Michael Borges
Um caso envolvendo a morte de um animal após resgate pela Unidade de Zoonoses de Parnamirim está sendo acompanhado pelo vereador Michael Borges e levanta suspeitas de falhas no atendimento prestado pelo órgão municipal. A situação veio à tona durante o mês do Abril Laranja, período dedicado à conscientização sobre a proteção animal.
De acordo com o parlamentar, a ocorrência teve início após o recebimento de uma denúncia sobre um animal em situação de sofrimento. A equipe do Zoonoses realizou o resgate durante a noite da última quarta-feira (8). No entanto, ao buscar informações sobre o estado do animal na manhã da quinta-feira (9), a equipe de fiscalização se deparou com uma cena considerada alarmante.
Segundo relato, o cachorro foi encontrado em um quarto nos fundos da unidade, já sem vida, deitado sobre “trapos velhos”, com presença de moscas. O animal ainda estava com um acesso venoso fixado à pata, preso a uma caixa de papelão na pia e amarrado com uma luva, situação que, de acordo com o vereador, reforça indícios de falhas no manejo e na condução do atendimento após o resgate.
O caso chamou atenção para um possível descumprimento de protocolo. Segundo Michael Borges, animais em estado crítico devem ser encaminhados imediatamente para unidades com suporte veterinário emergencial. “Um animal nessas condições precisa de atendimento imediato em clínica ou UTI veterinária, e não ser direcionado para um setor sem estrutura de plantão”, afirmou.
Diante da gravidade da situação, a Polícia Militar foi acionada, e três viaturas estiveram no local para averiguação. A ocorrência foi registrada e, embora não tenha havido autuação em flagrante devido à ausência da responsável pelo órgão no momento da inspeção, provas e informações foram coletadas para subsidiar a investigação.
O vereador também levou o caso ao conhecimento do Executivo municipal. A gestão agora deve apresentar um posicionamento oficial sobre o caso.
Durante a fiscalização, outro ponto levantado pelo parlamentar diz respeito a possíveis inconsistências na gestão dos animais sob tutela pública. De acordo com ele, foram identificadas situações em que animais acolhidos pelo município estariam sendo divulgados em páginas de organizações não governamentais com pedidos de doações via PIX. “Isso gera um questionamento ético que precisa ser esclarecido. Como um animal sob responsabilidade do poder público pode ser utilizado para arrecadação privada?”, questionou.
Michael Borges destacou que não cabe julgamento antecipado, mas reforçou a necessidade de rigor na apuração. “Nosso papel é fiscalizar, garantir que a lei seja cumprida e que haja transparência na gestão pública. O cuidado com os animais e o uso correto dos recursos públicos não podem ser tratados com negligência”, concluiu.
O caso segue sob acompanhamento e aguarda os desdobramentos da investigação.





















