Que país é esse? – Idosos, pessoas doentes e até uma mulher grávida foram parar atrás das grades por conta de uma narrativa controversa de “tentativa de golpe” que não envolveu armas, bombas ou qualquer tipo de violência. O motivo? Protestarem contra o atual governo. A construção jurídica em torno dessas prisões tem gerado indignação entre juristas, parlamentares e cidadãos que veem nelas uma clara perseguição a opositores políticos, punidos unicamente por exercerem seu direito constitucional à manifestação.
Enquanto isso, o rombo bilionário no INSS — estimado em R$ 6,3 bilhões — permanece sem resposta firme da Justiça. Nomes ligados a esquemas de corrupção que desviaram recursos da Previdência Social continuam livres, sem tornozeleiras eletrônicas, sem interrogatórios, e com o respaldo silencioso de um sistema que parece fechar os olhos para os grandes crimes. Esses desvios afetam diretamente aposentados, pensionistas e trabalhadores que dependem do INSS para viver com dignidade.
Num país sério, o combate à corrupção seria prioridade, e o direito à livre manifestação política seria protegido, não punido. O que vemos, no entanto, é uma Justiça que pesa a mão contra o cidadão comum enquanto age com leniência diante de criminosos de colarinho branco. A indignação popular cresce porque o sentimento é claro: a balança da Justiça está desequilibrada — e isso mina a confiança nas instituições e fragiliza o Estado Democrático de Direito.
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