ENTRE A MESA, A CRUZ E O GRUPO DO WHATSAPP: UMA COMÉDIA POLÍTICA SOBRE CONFIANÇA

Estou longe de ser a Lady Whistledown, mas se tem uma coisa que a história de Judas e Jesus ensina, é que nem todo mundo que senta à mesa está ali pelo jantar… alguns já vêm pelo “after” da traição. Judas conviveu, comeu do mesmo pão, participou de tudo… e no final virou o famoso “tava estranho mesmo”. Enquanto isso, o ladrão na cruz, que ninguém apostava nem um cafezinho, terminou sendo salvo. Moral da história? Na vida e principalmente na política, às vezes, o problema não é o inimigo declarado, é o colega que te chama de “minha líder” com a mão no seu ombro… e o plano pronto no bolso.

Na política, então, isso vira quase um reality show. Tem o participante que aparece em todas as fotos (Lembrei de Clotilde, mas essa é outra história), comenta com emoji de foguinho nas redes… mas nos bastidores está fazendo um spin-off chamado “Fofocando com a oposição”. É o famoso profissional da bajulação: elogia tanto que, se deixar, pede até música no Fantástico. Mas basta a primeira crise que ele desaparece mais rápido que Wi-Fi ruim. Já o “explosivo”, aquele que fala alto, reclama, às vezes solta um “oxe” fora de hora… esse todo mundo torce o nariz. Só que, curiosamente, é o que fica quando o barco começa a balançar.

E não vamos nem entrar no universo paralelo das redes sociais. Porque ali é um espetáculo à parte: elogios públicos dignos de Oscar e, no privado, críticas que dariam um documentário inteiro. É gente que comenta “orgulho de caminhar ao seu lado” às 10h da manhã e às 10h05 já está no outro grupo dizendo “isso não vai dar certo não”. Fica até a dúvida se a pessoa tem dupla personalidade ou só um pacote premium de falsidade mesmo. No fim, a pergunta não é mais quem é aliado… é quem ainda não teve tempo de virar a casaca.

E aí entra a grande questão: será que o líder não percebe ou só fingem que está tudo sob controle? Porque, convenhamos, se até Jesus já sabia quem ia trair, imagine hoje com grupo de WhatsApp, status e print pra todo lado. Ou talvez a estratégia seja aquela clássica: “vou fingir que acredito até onde der”. O problema é que, na política, quando a conta chega, não vem em parcela, vem à vista. E nesse dia, meu amigo… você descobre rapidinho quem estava na mesa pelo projeto e quem já estava afiando os talheres pra você.

Politicando Parnamirim

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